
Ainda que os membros da banda afirmem que tudo estava dependente de como iriam sentir a qualidade e renovação das músicas em relação a um novo álbum, a verdade é que após os Alice In Chains terem começado a surgir com insistência nos palcos, a determinada altura criou-se a inevitabilidade de um novo disco.
A própria discussão levantada pela possibilidade era um motor para a sua concretização, dum lado os que afirmavam a impossibilidade de fidelidade sonora ao que a banda representava após a morte de Layne Staley, de outro lado os que acreditavam na capacidade de músicos com a reputação de Jerry Cantrell, Mike Inez e Sean Kinney, afinal a banda havia já resistido a uma sangria derivada do abuso de narcóticos com o álbum mais aclamado da sua carreira, "Dirt". A escolha de qualquer novo vocalista seria sempre problemática, afinal estava em causa a substituição dum ícone do forte movimento que surgiu em Seattle no início dos anos 90, mas William DuVall não veio limitar-se a imitar um ídolo, trouxe novas valências à banda que foram apresentadas ao vivo: o registo vocal não deixava de se manter próximo do anterior e também seria impossível a banda abdicar das suas linhas vocais harmonizadas tão características, mas DuVall acrescentou uma maior capacidade à reprodução dos temas ao vivo, pois a sua versatilidade na guitarra permite mais espaço a Jerry Cantrell na execução dos temas. Se este álbum era um teste à banda e ao novo vocalista, então foi concretizado com nota elevada e o próprio centro emocional de "Black Gives Way To Blue" torna-o uma espécie de novo "Back In Black".
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Artigo completo na Arte Sonora nº 13 (Novembro/Dezembro 2009)
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