Arte Sonora

Reportagens

Jimi Hendrix

Através dos Vales de Neptuno

jimi hendrix

No dia 27 de Novembro de 1942, as forças nazis chegavam a Toulon, os franceses afundavam 79 navios de guerra ancorados no porto da cidade, para impedir que caíssem nas mãos do invasor entregaram-nos ao submundo de Neptuno. No mesmo dia nascia em Seattle o herdeiro das encruzilhadas místicas onde se havia negociado com o Diabo a alma em troca da arte das seis cordas. Jimi Hendrix amplificou da guitarra acústica para a eléctrica os ecos dos slides expressivos de Robert Johnson e incendiou o blues, através de labaredas e paisagens psicadélicas. Este trabalho que também se encontrava submerso foi recuperado com toda essa áurea mística do maior mago eléctrico de sempre.

Johnny Allen Hendrix não criou uma banda criou uma Experiência. Numa era em que o formato do rock era restringido, muito como sucede hoje em dia, por ordenanças de consumo massivo, de estereótipos de rádio, o trio que o visceral baterista Mitch Mitchell, e o Jimi Hendrix explodiu essas ideias pré-concebidas. O psicadelismo era exposto em longas sessões de improviso, a guitarra era catapultada para um patamar violento com os amplificadores puxados com o gain no máximo e distorcidos através do mítico pedal Arbiter Fuzz Face, e a introdução do feedback como um elemento musical. Ao assassinar o percurso até aí palmilhado com coisas como "Killing Floor" (tocado em sessão com os, na altura com e Pete Townshend, o músico abria uma nova era para o instrumento que o imortalizou.

 

Artigo completo na Arte Sonora nº 15

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