Carl Martin, Single Channel PlexiTone

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O compacto Plexitone Single Channel da Carl Martin é um autêntico bilhete de avião para São Francisco. Muito pelo óptimo desenvolvimento dinâmico do controlo de Tone, podemos percorrer a distância até uma das capitais do rock clássico.

O Plexitone Single Channel não fica atrás, em termos de qualidade do Pro Series, também da Carl Martin. A grande diferença é precisamente a sua constituição, com apenas os três controlos [Level, Tone e Drive], e o switch on/off singular em apenas um canal, enquanto o original, além de um boost, possui dois canais com circuitos de drive diferentes – um mais crunch e o outro mais high gain. Para compensar o facto deste modelo ser um single channel, a Carl Martin teve uma ideia simples e bastante compensatória ao aumentar o espaço de acção do Tone neste modelo.

O Plexitone é um pedal bastante “limpo”, um true bypass. Trabalhando, em qualquer tipo de amplificador, um bom som de clean channel, o circuito do pedal, por si só, consegue implementar a sua característica plexi*, providenciado um crunch clássico.

SOM & PERFORMANCE

A melhor forma de começar a perceber o pedal, tal como acontece com qualquer outro pedal de distorção, é estabelecer a sua zona de acção – definir o aumento de sensibilidade que o circuito de “ganho” do pedal acrescenta ao sinal entre a guitarra e o amplificador. Aqui, com o Drive e o Tone desactivados, com o Level a cerca de 50%, ganhamos volume similar entre o amp sem o pedal ligado e vice-versa, sendo que nota-se logo a coloração que o Plexitone possui, isto sem, uma vez mais, acrescentar ruído significativo. A coloração que ganhamos é um leve “sujar” do sinal e um som mais “gordo”. A partir daí podem definir o Tone de acordo com a vossa preferência, sendo que a forma como aberto acrescenta brilho tímbrico ao sinal mostra um bom raio de acção, que deve mesmo ser atenuado para evitar algum excesso de médios se puxarmos muito pelo Drive. Só quando o Drive se aproxima dos 50% se começa a notar algum ruído, mas isto num registo completamente natural no uso de distorção.

Excelente e alargado raio de acção do Tone. Som bastante limpo.

Podemos trabalhá-lo, precisamente, como se fosse um treble booster, para ter uma sonoridade mais blues. Puxando o Level ao máximo, Drive no mínimo, e estabelecendo o Tone a meio da sua capacidade – um desenho de som que os plexis originais se destacavam por conseguir. Usámo-lo com o amplificador com um perfil sonoro moderno [Mesa Boogie Express] e o Plexitone foi perfeitamente capaz de dar ao som um perfil com uma textura clássica, ou seja, como ainda não existiam amplificadores de elevada potência, os guitarristas puxavam o volume do amp ao máximo, para excitar a coluna o mais possível. Aquele crunch que procuramos nos amps e pedais de boutique.

Também somos capazes, com este pedal, de trabalhar um som para sonoridades dentro do heavy metal. Aqui, o truque é diminuir substancialmente a acção do Tone e compensar isso com um exagero no Drive, o Level nos 60% e… Tau! Estamos a tocar leaks que podiam surgir num álbum de Iron Maiden ou Judas Priest!

A meio destes dois extremos, tal como na cronologia histórica da música, temos um som mais fuzz. Partindo da configuração descrita imediatamente atrás, mantém o Level na mesma posição, retiram mais uns pós ao Tone, estabelecendo o potenciómetro a ¼ da sua acção e colocam o Drive a meio. Estaremos com um som bem clássico dos anos 70. E, mantendo o Level e o Drive com os mesmos níveis e subindo o Tone também até meio estaremos já em pleno hard rock dos anos 80. O Tone neste pedal é um verdadeiro “pau para toda a obra” num sentido dinâmico! Quando o subimos ele vai aumentando, ligeiramente, a sensação de ganho para o amplificador, criando a aparência de mais output no sinal.

*O som dos amplificadores Marshall, no final dos anos 60, que se tornou um standard do som rock desde aí, condição que se manteve indisputada até surgir o JCM800 no final dos anos 80.

Ficha técnica

03/05/2017 Paulo Basilio

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